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A retenção de líquidos é um transtorno metabólico que consiste na acumulação de água no organismo, normalmente nas pernas, abdómen ou mãos, provocando inchaço. Existe assim uma acumulação de líquidos no espaço extracelular, ou seja, saem dos vasos sanguíneos e do interior das células e acumulam-se nos espaços entre as mesmas.

Um sistema complexo de hormonas e prostaglandinas (substâncias semelhantes a hormonas) é utilizado pelo corpo humano para regular os níveis de água e garantir que este não ultrapasse os 70% considerados normais. Independentemente dos líquidos ingeridos, as glândulas sudoríparas e os rins excretam rapidamente o excesso de água através da transpiração e urina. Entre outras situações, se a função renal está comprometida, este órgão não terá capacidade para assegurar a eliminação dos fluidos em excesso.
Este problema afecta sobretudo mulheres principalmente na segunda parte do ciclo menstrual, na semana que antecede a menstruação devido á hormona progesterona.
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Se na maior parte dos casos a retenção de líquidos não tem uma origem patológica, existem situações em que este problema pode denunciar a existência de complicações mais graves do que a habitual oscilação hormonal feminina. Pode ser consequência de um desequilíbrio do sistema hormonal, problemas cardíacos ou hepáticos que provocam uma acumulação de fluido no sistema circulatório, nos tecidos periféricos e músculos.
Quais algumas das causas para a retenção de líquidos (os líquidos que vamos bebendo não correspondem à  excreção urinária)?
  • Exposição solar;
  • Estar muitas horas sentado/ de pé parado;
  • Stress/ nervosismo/ ansiedade;
  • Excesso de estimulantes (ex. cafeína);
  • Poucas horas de sono;
  • Obstipação (prisão de ventre)
  • Alimentação rica em sal/ açúcar/ gordura.
  • Consumo de álcool;
  • Certos medicamentos (ex. antihistamínicos, corticoides, antibióticos, antinflamatórios, contracetivos orais).
O que fazer para minimizar a retenção hídrica?
– Beber muita água – pelo menos 1,5l a 2l por dia de forma faseada;
– Beber chás e infusões diuréticas como chá verde, erva-doce, cavalinha, chá branco, chá de dente-de-leão, folhas de oliveira, carqueja, centelha asiática, entre outros;

 

– Evitar alimentos enlatados e processados devido aos teores de sal, açúcar e conservantes;
– Evitar fritos, refrigerantes e alimentos ricos em açúcar (não é por acaso que depois de comermos algo muito doce temos muita sede);
– Diminuir o consumo de sal – é importante ler os rótulos pois existem várias denominações possíveis para o sal: Na+, Sódio, bicarbonato de sódio, disulfito de sódio, glutamatomonossódico, fosfato dissódico, hidróxido de sódio, proprianato de sódio. Assim deve optar pelo uso de ervas aromáticas e especiarias;
– Ingerir frutas e vegetais, principalmente os ricos em potássio e magnésio minerais que estimulam a saída da água do nosso corpo;

 

– Ingerir alimentos ricos em fibra como cereais integrais, leguminosas, frutos oleaginosos pois vão promover um bom funcionamento intestinal fazendo com que o intestino não retenha água;

 

– Praticar exercício físico, pois estimula a circulação sanguínea e cria uma sensação de bem-estar;
– Evitar estar muitas horas sentado/ em pé.
Assim é importante cumprir os pilares de uma vida saudável – boas escolhas alimentares, exercício físico e tranquilidade e positivismo.

 

Dicas de uma Dietista. Sabor com saúde.